Governo articula estratégias de fortalecimento do artesanato

A Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social (Seides) e a Secretaria de Estado do Trabalho (Setrab) se reuniram nesta terça-feira, 22, com representantes do Centro de Arte e Cultura J. Inácio e da Associação dos Artesãos da instituição com o objetivo de discutir estratégias de fortalecimento e visibilidade do artesanato sergipano na perspectiva da geração de renda e autonomia dos artesãos.
A reunião teve como foco principal a elaboração de novos mecanismos de gerenciamento do Centro que priorizem a qualificação profissional, o aperfeiçoamento dos produtos, estratégias de comercialização e autonomia do produtor. A secretária de Estado da Inclusão Social, Eliane Aquino, destacou a necessidade de tornar o Centro de Arte um espaço também voltado para a economia solidária e que beneficie artesãos de todo o estado de Sergipe.
Através de uma gestão articulada entre a Seides, Setrab, Centro de Artes e Associações buscaremos mecanismos para incentivar a participação de artesãos de todo o Estado. Queremos que o artesão que está lá no sertão também tenha a oportunidade de aperfeiçoar o seu produto e comercializá-lo de forma digna. Através do incentivo à economia solidária, nosso desejo é que esse artesão também tenha autonomia e capacidade de gerir a sua produção.
Para a técnica em artesanato da Gerência Geral de Artesanato da Setrab, Maria Silvanira dos Santos, a reunião foi muito importante para unificar as idéias oriundas dos diversos setores envolvidos com o artesanato sergipano. Somente a partir dos olhares e da avaliação constante da inclusão social, do trabalho e do próprio Centro de Arte sobre o artesanato sergipano é que conseguiremos encontrar estratégias de fortalecimento nessa área, buscando alcançar um modo globalizado de produção e venda dos nossos produtos.
Na ocasião, a presidente da Associação dos Artesãos do Centro de Arte e Cultura J. Inácio, Cláudia Oliveira de Jesus, explicou a importância da associação no incentivo à participação de novos artesãos e na inovação do espaço. A associação e o Centro de Arte estão abertos para receber novos artesãos de todo o estado para juntos fortalecermos o artesanato sergipano. Por isso, estamos nos articulando com as Secretarias para buscar alternativas de agregar os novos artesãos e dar a eles condições de se desenvolver a partir do que produzem. Segundo ela, a associação já conta com 200 artesãos e 15 cooperativas.
Quem também participou da reunião foi a diretora do Centro de Arte, Marta Amaral. Ela reconhece a necessidade de valorização dos produtos artesanais genuinamente sergipanos e por isso defende o Centro de Arte como um espaço estratégico para o reconhecimento do artesanato local. Sem dúvida o Centro de Arte é o espaço de escoamento de produtos genuinamente sergipanos, mas é preciso fortalecer esse espaço e abrir para a participação de novos artesãos.
A Secretária Adjunta da Inclusão Social, Maria Luci Silva, também esteve presente e destacou a importância de desenvolver ações pedagógicas com os artesãos que possam levar conhecimento e estímulo aos mesmos. Além disso, Maria Luci apresentou alternativas que visam ao fortalecimento da associação de artesãos, a exemplo da oferta de cursos profissionalizantes e participação da associação no edital de fomento a arranjos produtivos locais, que será lançado em breve pela Seides.
Precisamos focar na qualificação profissional desses artesãos a partir das demandas que temos no estado, por isso as ações voltadas para o fortalecimento do artesanato local para obter a geração de renda e a autonomia do artesão partem de um diagnóstico e apresentação do cenário atual do artesanato em Sergipe.
Ascom ASN
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