Em Olinda, expositores baixam preços em último dia de feira de artesanato


Visitantes podem conferir peças de 20 países até as 22h deste domingo.
Peças de roupa e artigos de cozinha feito por índios estão em promoção.
Do G1 PE
A diversidade de peças tem marcado a 11ª edição da Feira Nacional de Artesanatos (Fenahall), que chega ao fim neste domingo (19), no Chevrolet Hall, em Olinda. Até as 22h, o espaço recebe visitantes que queiram conhecer o artesanato de países como Camboja e Argentina - este último, inclusive, participa do evento pela primeira vez. Os ingressos custam R$ 10, com meia-entrada no valor de R$ 5.
Sueli Proença aproveitou a feira para ter novas
ideias de bordado (Foto: Moema França/G1)
A artesão Sueli Proença, de Santos, em São Paulo, mudou-se para o Recife há três anos e, desde então, sempre comparece à Fenahall. Nesta edição, comprou capas de almofada bordadas por R$ 10. Gosto de vir porque me dá muitas ideias. Faço bordado, ponto de cruz, gosto de renascença. Achei essa peça muito bonita, disse.
Já Osani Muniz, professora aposentada, aproveitou o dia para comprar um cabide que suporta até 12 peças de roupa de uma só vez. Uso cabide para colocar a roupa para secar na varanda. Esse é bom porque cabe muita roupa. Cheguei ainda há pouco e já gastei muito dinheiro, brinca. A comerciante Simone Urnikis, que divulga a peça, já vendeu 200 cabides desde o começo da feira. Ela não garante promoção, mas o cabide, que custa R$ 12, sai por R$ 10 se o cliente levar duas peças.
No mesmo estande de Simone, o fluxo de visitantes não parava por conta das esponjas que limpam os dois lados do vidro ao mesmo tempo. As esponjas funcionam com ímãs que, ligados através do vidro, lavam a superfície por dentro e por fora. Achei ótimo essa invenção. É bom que minha esposa não vai mais reclamar quando eu ficar de lavar as janelas da minha casa, disse o comerciante informal João Pereira.

Bolsas da loja do Paquistão abusam de cores e pedras
As camisas e vestidos personalizados pelo artista plástico Márcio Nei Grossi usam os desenhos que a filha fazia quando criança. Há 12 anos no ramo, Márcio usa pincel e colher para produzir as peças de roupa. As bolsas para celular com design composto de cores e pedras feitas no Paquistão ficam por R$ 5.
A culinária também tem presença garantida na Fenahall com o estande da Argentina. A cocada feita no país é leva menos açúcar que as tradicionais. Com base de leite e coco, as mais pedidas pelos clientes eram as de maracujá, ameixa e pingos de leite.
Promoções
Com a despedida da Fenahall neste domingo (19), muitos expositores estão com produtos em promoção, como é o caso da Senhorita Luna. Todos os vestidos, blusas, shorts e saias saem por R$ 25. As colheres de madeira dos índios da Aldeia de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália, na Bahia, por exemplo, estão, no conjunto de três peças, por R$ 10.
Na loja do Paquistão, as bolsas ficam no valor de R$ 10 e o porta-celular por R$ 5. Para as crianças, o brinquedo sapinho babão, que faz bolhas quando coloca detergente na língua de esponja, sai por R$ 10.
Professora reclama do calor, mas logo encontra leque
artesanal do Camboja (Foto: Moema França/G1)
Os preços agradam, mas o calor dentro do Chevrolet Hall virou motivo de reclamação de muitos visitantes e lojistas. A alta temperatura, no entanto, ajudou na venda dos leques que ficam no estande do Camboja. A professora de filosofia Daniela Carneiro aproveitou para usar a peça. Tirando o problema da falta de estrutura com o calor, as peças estão muito boas, muito diversificadas, opinou.
Para os visitantes que levarem os filhos, a Fenahall oferece atividades especiais para as crianças por meio do Espaço Kids. O traslado de ida e volta também é disponibilizado na saída do Shopping Tacaruna para quem deixar o carro no estabelecimento. A saída é feita de 15 em 15 minutos.
Serviço
Último dia da 11ª edição da Feira Nacional de Artesanatos (Fenahall)
Domingo (19)
Chevrolet Hall - Av. Agamenon Magalhães, S/N - Complexo de Salgadinho, Olinda
Ingressos: R$ 10 e R$ 5
14h às 22h