Deputado Akira Otsubo e o presidente da Funsat buscam R$ 4 milhões no Ministério do Trabalho para o Economia Solidária


O deputado federal Akira Otsubo (PMDB) e o diretor-presidente da Fundação Social do Trabalho de Campo Grande (Funsat), Cícero Ávila, solicitaram na tarde de hoje (24/06) ao Ministro do Trabalho, Manoel Dias, R$ 4 milhões para construção o Centro Público de Economia Solidária na Capital e implantação de programa que atenderá famílias de vulnerabilidade social.
Durante o encontro, Ávila entregou o projeto ao ministro e explicou que a proposta vai beneficiar 300 empreendedores de baixa renda, entre eles catadores de material reciclado, e gerar renda anual de até R$ 5,4 milhões a este grupo. De acordo com o diretor-presidente da Funsat, o prédio do Centro Público vai acolher os produtos e serviços deste segmento.
O ministro enfatizou que o Economia Solidária é a prioridade da pasta por fazer a inclusão econômica, e, consequentemente, social. Por isso, o projeto de Campo Grande vai receber atenção especial para que seja implantado o mais rápido possível, destacou Ávila, emendando que existe a questão do período eleitoral que proíbe a assinatura de contratos após 5 de julho. Caso não dê para liberar até esta data, o ministro assumiu o compromisso de liberar o recurso após a disputa eleitoral, destacou Àvila.
Para o deputado federal, o projeto é crucial para melhorar a qualidade de vida de famílias de baixa renda e que são vulneráveis socialmente. Defendemos o projeto por possibilitar, entre outras coisas, atender os catadores de material reciclável de Campo Grande
O custo do Centro - que incluiu implantar unidades produtivas, a divulgação e comercialização e o consumo solidário e sustentável de produtos - é de R$ 4 milhões, que vão beneficiar cerca de 300 famílias, gerando renda entre R$ 150 mil/mês a R$ 450 mil/mês para o grupo, o que alcançará R$ 5,4 milhões em um ano.
Economia Solidária
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a Economia Solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Sem explorar os outros, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente. Cooperando, fortalecendo o grupo, cada um pensando no bem de todos e no próprio bem.
Esta forma de economia é considerada uma alternativa inovadora de geração de trabalho e renda e uma resposta a favor da inclusão social. Compreende uma diversidade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, empresas autogestionárias, redes de cooperação, entre outras, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário.
Para o MTE, economia solidária é o conjunto de atividades econômicas de produção, distribuição, consumo, poupança e crédito, organizadas sob a forma de autogestão.

Por: Clodoaldo Silva
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