Centro Indígena recebe novas peças artesanais


Panelas de barro feitas por crianças da comunidade de Raposa I, em Normandia, já estão à venda no Centro Indígena
Por - Redação
As panelas de barro são produzidas por crianças indígenas da comunidade de Raposa I, em Normandia
Tem novidade no Centro de Produção e Comercialização do Artesanato Indígena KoGo Damiama, da Secretaria de Estado do Índio (SEI), dentro do Parque Anauá. Chegaram esta semana novas peças artesanais, confeccionadas por artesãos da comunidade Raposa I, no município de Normandia, Leste de Roraima.
Os próprios índios, incentivados pelo Governo do Estado, vendem seus produtos a turistas, inclusive, de outros países. A nova remessa é de panelas de barro feitas até por crianças na Casa de Cultura da Raposa I. O preço varia de R$ 5,00 a R$ 100,00. A diretora do Centro de Artesanto Indígena da Sei, Delcimar Paixão, avisou que até o próximo domingo chegarão mais peças.
Além das panelas de barro, também temos os paus de fogo, que são bastante comercializados. O artesão é o Pedro, lá da comunidade de Sorocaima I, em Pacaraima. Ainda temos a cestaria Yanomami. É o Governo do Estado incentivando a cultura indígena de Roraima, disse a diretora.
O Centro surgiu da necessidade da criação de um espaço para exposição e negociação do artesanato indígena. As vendas começaram a partir da realização da 1ª Feira Indígena, em dezembro do ano passado, já na gestão do secretário Chico Roberto.
A partir daí, do espaço cultural à disposição, indígenas das mais variadas etnias passaram a lucrar com a venda de peças artesanais, e o que é mais importante, mostrando a rica cultura indígena roraimense para o mundo.
Ainda no Centro, o visitante pode encontrar peças macuxi, taurepang, ingaricó, wapichana, Wai-wai, yanomami, entre outras. O artesão produz na sua comunidade e traz para vender aqui. Ele é quem comercializa e estipula o preço da sua peça, ressaltou o secretário.
O Centro também dispõe de uma lista com nomes e contatos de artesãos que trabalham com encomenda. A idéia da Secretaria é agregar valor cultural, sempre visando a sustentabilidade do manejo da matéria prima, observou a antropóloga da SEI, Mônica Regina Nascimento.
O Centro funciona de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 13h30. No local, além dos próprios artesãos, a SEI disponibiliza servidores para dar informações sobre a cultura indígena roraimense.
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