Artesanato alagoano é conhecido à base da fibra por empresário


O empresário francês Julien Grandiére está em Alagoas para conhecer um pouco mais sobre o artesanato à base da fibra, confeccionado em algumas regiões do estado. Nesta segunda-feira (20), ele visitou associações de artesãs dos municípios de Feliz Deserto e Coruripe, onde conheceu o artesanato feito com a fibra da taboa e do ouricuri.
Julien Grandiére é sócio proprietário da empresa Muuñ Paris, que adquire peças artesanais produzidas em Nyariga - uma pequena vilade Gana, na África - e revende após estilistas darem um toque especial em cada peça. Segundo ele, o artesanato alagoano tem as características necessárias para os seus produtos.
De acordo com a diretora de Artesanato e Design da Secretaria de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Dyslene Teles, essa busca do empresário francês é fruto de um trabalho de divulgação internacional do artesanato alagoano. Nós exportamos muitas peças para os Estados Unidos e para os países da Europa. O turista quando nos visita fica encantado com o trabalho realizado por cada artesão e suas peculiaridades, conta.
Segundo Grandiére, a curiosidade pelo artesanato alagoano se deu após assistir um vídeo na internet, onde destaca a produção artesanal em Alagoas. Assisti esse vídeo, e, após uma pesquisa, verifiquei que os produtos são muito parecidos com o que utilizamos em nossas peças. Entrei em contato com a Seplande para conhecer um pouco mais sobre o artesanato e ir pessoalmente a cada lugar, explica.
O empresário vai passar um mês em Alagoas para conversar com as artesãs e ver a capacidade de produção de cada associação. Na próxima semana, ele visitará o município de Água Branca para conhecer o trabalho feito com o cipó e a cidade de São Miguel dos Milagres, quando estará em outra associação que trabalha com o ouricuri.
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