Feira do Artesanato Mundial abre espaço para produção Munduruku

Feira do Artesanato Mundial abre espaço para produção Munduruku
Os Munduruku levarão para a Feira a produção de 20 famílias. São pelo menos 30 tipos de acessórios e utensílios, todos feitos a partir de sementes e penas
Da Redação
Agência Pará de Notícias
Indíos da etnia Mundurukus das aldeias Missão Cururu, em Jacareacanga, e Mangue, em Itaituba, no oeste paraense, terão um espaço para divulgação da sua produção cultural nas Feiras do Artesanato Mundial (FAM) e do Artesanato Paraense (Fesarte), que começam no próximo sábado, 23, e seguem até o dia 31, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. Cestarias, biojoias e produtos em argila são alguns dos itens que serão expostos e comercializados durante a programação, organizada pela Secretaria de Trabalho Emprego e Renda (Seter) e pela Charp Eventos, reunindo o trabalho de 400 artesãos em torno doo tema Artesanato Quilombola em Nossa Casa.
Os Munduruku, que são atendidos pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), levarão para a Feira a produção de 20 famílias. São pelo menos 30 tipos de acessórios e utensílios, como cocares, flechas, colares e bordunas, todos feitos a partir de sementes e penas. Amantes da pintura indígena também poderão levar de lembrança uma pintura corporal feita à base de tinta de jenipapo.
Essa é a segunda vez que os Munduruku vêm a Belém para expor a sua produção apoiados pela Emater e pela Prefeitura de Jacareacanga. Segundo o líder do grupo Everaldo Manhuary Munduruku, o momento é importante principalmente por conta da valorização da cultura. Queremos que as pessoas conheçam o nosso trabalho, feito na maioria por nossas mulheres, porém, ainda mais importante é o resgate da nossa identidade, diz.
A arte Munduruku foi aprimorada depois de um curso oferecido pela Escola de Governo (EGPA) em parceira com a Emater e Prefeitura de Jacareacanga. Somente com a fabricação do artesanato, segundo dados da Emater, a renda das famílias aumentou em cerca de 20%.
De acordo com o técnico da Emater, Delival Batista, além do aperfeiçoamento da arte Munduruku, a preocupação da Emater é que os indígenas se conscientizem da importância e necessidade da preservação das áreas de florestas nativas. Temos demonstrado, na teoria e na prática, o manejo das áreas nativas de essências florestais, principalmente de onde eles extraem os óleos vegetais que são comercializados juntamente com os produtos de origem animal e as sementes, explica o técnico.
Iolanda Lopes
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará
http://www.agenciapara.com.br/

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