Oficina de artesanato com taboa resgata e gera renda em Pindamonhangaba

Oficina de artesanato com taboa resgata e gera renda em Pindamonhangaba
Escrito por Prefeitura de Pinda / Assessoria
Resgate da cultura tradicional e geração de renda são alguns dos resultados esperados com a realização do projeto Pessoas de Fibra, que ensina artesanato com taboa, gratuitamente.
Produtos feitos com taboa
A oportunidade é oferecida pela Prefeitura de Pindamonhangaba, numa parceria entre a Secretaria de Educação e Cultura, por meio do Departamento de Cultura, e da Secretaria de Saúde e Assistência Social, por meio do Departamento de Assistência Social e Fundo Social de Solidariedade do município.
A taboa é uma planta, considerada em muitos locais como ´praga´. É típica de brejos, nasce espontaneamente na natureza e, se não retirada, apodrece e causa mau cheiro. Antes de apodrecer, é depuradora de água, absorvendo até mesmo metais pesados. Em Pindamonhangaba, a taboa existe em abundância e, na maioria das vezes, é retirada pelos proprietários de terra e simplesmente descartada. Contudo, por ter fibra resistente e duradoura, pode ser utilizada para diversas finalidades quando corretamente manuseada, como confecção de peças artesanais de decoração e móveis, entre outras.
Em alta na decoração
A oficina gratuita ensina a utilizar a taboa em diversas versões, com trançados diferentes e criativos, resultando num artesanato com grande durabilidade.
De acordo com a coordenadora e professora Roseli Ramos - que atua ao lado das professoras Joana D´Arc e Marleide Gamboa - antigamente a taboa era muito utilizada por pessoas de pouco poder aquisitivo, como cestos de roupas ou esteiras para dormir, mas hoje está em alta na decoração.
No curso, os alunos aprendem a fazer esteira, pufe, cachepot, lustre, cúpula de abajur, bolsas, bandeja, tapete, almofada inclusive com estofamento de taboa, entre outros objetos para decoração, de acordo com a criatividade do aluno. Todos os produtos passam por controle de qualidade e são classificados como tipo exportação, pelas professoras, que são formadas pelo Sebrae e possuem muitos anos de experiência.
Fácil manuseio
Após a secagem das folhas, a taboa precisa ser umedecida para ser trabalhada. A textura da planta se assemelha a de um tecido, não contendo farpas nem machucando as mãos do artesão. Com a orientação das professoras, qualquer pessoa pode aprender as diferentes técnicas.
Vagas abertas
As pessoas que quiserem participar do projeto Pessoas de Fibra devem comparecer ao Parque da Cidade, onde estão sendo realizadas as aulas. Os professores estão a disposição de segunda a sexta-feira, das 8 às 17 horas, com intervalo de uma hora para o almoço. O aluno pode escolher dia e horário para participar. Ainda existem vagas disponíveis.
Respeito à natureza
A retirada da taboa, realizada pelo grupo, é feita respeitando a natureza. O material é retirado de locais autorizados pelos proprietários, sempre deixando a metade e numa altura que permita a rebrota da planta. Até mesmo a maneira de pisar no terreno para a colheita segue as orientações do Departamento de Meio Ambiente da Prefeitura. A planta fica até cinco dias para a secagem e não é utilizado fungicida. Mesmo assim, a folha fica pronta para ser utilizada por até um ano e meio. Após a peça pronta, é utilizada uma mistura de cola e água para a conservação das peças que, dependendo do tamanho, duram em torno de sete anos. Também pode ser utilizado o verniz a base de água. As peças maiores precisam tomar o sol da manhã uma vez por mês para maior durabilidade.
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