Central de Comercialização de Economia Solidária é reformada e ampliada

Marcando o compromisso com um comércio mais justo para 78 grupos de expositores de 39 municípios de Mato Grosso do Sul, o governador André Puccinelli entregou nesta terça-feira (12) a reforma e ampliação da Central de Comercialização de Economia Solidária. As melhorias do espaço, totalmente reformulado, vão propiciar para artesãos e agricultores familiares a venda de toda produção coletiva feita nos núcleos de diferentes bairros da Capital e do interior.
Reformada e ampliação vai melhorar venda de produção coletiva de artesãos e agricultores familiares - Foto: Rachid Waqued
Atualmente 2.800 empreendedores fazem parte das atividades desenvolvidas através da parceria entre os Empreendedores Econômicos Solidários da Central de Comercialização de Economia Solidária, o Fórum Estadual de Economia Solidária (FEES/MS) e o governo do Estado, por meio da Fundação do Trabalho (Funtrab).
Para readequar o espaço físico da Central foram aplicados mais de R$ 214 mil, vindos de parceira entre o governo do Estado e a União que vão garantir acessibilidade dos visitantes e possibilitar que novos empreendimentos econômicos solidários sejam agregados aos já existentes. É a realização de um sonho antigo. Agora temos uma casa digna para mostrar os trabalhos feitos pela economia solidária. Esta ampliação vai possibilitar capacitação e formação de mais parceiros, bem como a melhora dos produtos já oferecidos. Há sete anos esperávamos por um espaço maior e esta parceria com o governo do Estado nos proporcionou isso, comemorou a coordenadora do Fórum estadual de Economia Solidária, Sebastiana Almire de Jesus. A Central de Comercialização de Economia Solidária de Mato Grosso do Sul (CCES/MS) é considerada modelo em toda América Latina nos quesitos de alto gestão e estrutura física. Para a gerente do espaço, Claurinda de Oliveira Frazilio, este título rende parcerias e propicia o reconhecimento do trabalho realizado no cerrado sul-mato-grossense. Fazemos um intercâmbio com expositores de outras localidades como Ceará, Alagoas, Paraíba, desta forma mostramos também nosso trabalho e os produtos do cerrado em outras regiões. É uma forma de mais gente conhecer a nossa arte e a nossa produção e ajudar no crescimento da economia solidária.
Outra vantagem segundo a gerente é a forma de comercialização dos produtos. Aqui todo mundo é dono, pois trabalhamos em regime de cooperados. Temos ainda um ponto excelente, estamos no coração da cidade, que agora está bem melhor, lembrou Claurinda ao elencar os tipos de produção comercializados no local. São produtos que contemplam desde o artesanato até a produção de verduras, legumes, açúcar mascavo, café orgânico, farinha de jatobá, doces como a rapadura e o melado e os produtos típicos do cerrado, enumerou Claurinda de Oliveira. As exposições contemplam ainda produtos cultivados por 15 grupos de agricultores familiares e oito aldeias indígenas, além de representantes de comunidades quilombolas.
Para o governador André Puccinelli a parceria com o governo federal na reforma e ampliação da Central vai proporcionar melhorias para um comércio justo e consumo ético dos produtos da economia solidária em todo o Estado. Estamos receptivos para unir esforços, para que cada vez mais possamos aumentar em número e quantidade estes atendimentos. O importante é a parceria entre os governos estadual e federal com estas pessoas da Central de Comercialização de Economia Solidária. Juntos mostraremos o que podemos fazer, ressaltou Puccinelli ao lembrar que as atividades da CCES/MS tiveram início em 2006, com 26 empreendimentos econômicos produtivos e atualmente agregam a produção de 75 estabelecimentos em 39 municípios de Mato Grosso do Sul.
Para a secretária de Estado de Trabalho e Assistência Social e diretora-presidente da Funtrab, Tania Mara Garib, a reforma e ampliação vai proporcionar, além de um local adequado para expor os trabalhos, um ambiente propicio para capacitar os cooperados. Temos aqui uma casa para venda de todos os segmentos que se propõem trabalhar pela economia solidária. Um lugar visível por onde passam muitas pessoas. O governo do Estado tem um compromisso de políticas públicas com estes artesãos e produtores. Investir aqui é investir na economia das pessoas autônomas que precisam de uma oportunidade, enfatizou a secretária.
Oportunidade
Para a artesã Janete Rodrigues Lopez, que trabalha confeccionando e vendendo panos de prato há seis anos, a Central de Comercialização de Economia Solidária é garantia de sustento para a família. O artesanato é a única fonte de Janete, que trocou a profissão de bióloga pela de artesã. Aos 42 anos ela disse que o novo espaço, totalmente reformulado, vai alavancar ainda mais as vendas. Antes tínhamos que expor em um local escuro, não tinha vitrine e as pessoas nem sabiam o que este espaço tinha para oferecer. Agora vamos vender nossos produtos em um local totalmente diferente. Acho que vai aumentar e muito a venda aqui, detalhou Janete.
Única fonte de renda e de sustento para sua família, Janete garante que no local não existe concorrência e sim cumplicidade de quem mostra seu trabalho. Se pegamos uma encomenda grande dividimos o trabalho com quem faz o mesmo tipo de artesanato. Um auxilia o outro. Não somos concorrentes, somos parceiros. O lugar está muito mais atrativo e teremos mais visibilidade. É um sonho que conseguimos realizar com o apoio do governador André Puccinelli, esperamos por anos pela melhoria dessa estrutura e conseguimos. É muita alegria, comemorou a artesã.
A Central de Comercialização também vai abrigar a Secretaria Executiva do Fórum Estadual de Economia Solidária. Entre os segmentos sociais atendidos pela central estão: quilombolas que atuam na produção de rapaduras, melados e queijos; indígenas (das etnias Terena, Kadiwéu, Guarani/Kaiowá) que produzem cerâmica, artesanato, biojoias, cestarias e os assentados que trabalham na produção de queijos, manteiga, doces, extrativismo, hortaliças e na agricultura familiar.
Além dos produtos expostos na loja, a Central oferece diferentes serviços por meio das unidades produtivas: de Costura, que realiza pequenos reparos; de Salão de Beleza; de Assistência Técnica em Informática; e também de Massoterapia, realizada por um grupo de pessoas com deficiência visual, atualmente muito procurada.
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