Queijo Minas Artesanal vai ter R$1,1 milhão

O queijo é um alimento tradicional em Minas Gerais, mas de reconhecimento em todo o país. Exatamente por isso, em 2016 foi registrada a produção de 220 mil toneladas do produto. A informação é do superintende de Apoio à Agroindústria, da Secretaria de Agricultura de Minas Gerais, Gilson Sales. Ele esteve em São João del-Rei na última segunda-feira, 24, durante divulgação de convênio entre o Estado e o Ministério da Agricultura, no valor de R$1,1 milhão, para as regiões que integram o programa de qualificação do Queijo Minas Artesanal.
A iniciativa de melhoria abrange 75 municípios em sete regiões de Minas Gerais, sendo elas Araxá, Campo das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serra do Salitre, Serro e Triângulo Mineiro. Na região das Vertentes, o projeto foi implantado em 2009 na gestão do então governador Aécio Neves (PSDB) e, desde então, tem possibilitado que produtores rurais possam agregar mais valor à sua produção, consequentemente melhorando a qualidade de vida desses trabalhadores.

Evento
O anúncio do convênio foi realizado na sede da Associação dos Municípios da Microrregião dos Campos das Vertentes (Amver) e contou com a presença de autoridades municipais, estaduais e federais, além de produtores e órgãos ligados à área. O presidente da associação e prefeito de Ritápolis, Higino de Sousa (PSDB), afirmou que os produtores de leite passam por muitas dificuldades e que essa parceria pode ser uma das ferramentas para mudar realidades. “A saída dos produtores é agregar valor aos seus produtos. O IMA e a Emater estão propondo exatamente isso”, afirmou o prefeito.
O representante do Ministério da Agricultura no evento, Carlos Castro, destacou a divulgação do novo regulamento de inspeção federal, que foi anunciado em abril e reconhece o queijo, até então comercializado de maneira irregular. “Neste momento, os produtores têm que se unir, verificar a normatização e opinar sobre a realidade deles para adequarmos as normas”, destacou Castro.

O convênio
A ação, chamada oficialmente de Melhoria da Qualidade Sanitária do Queijo Minas Artesanal, se estende até 2018 e deve alcançar 600 produtores em 75 cidades. Desse total, 20 queijeiros são das Vertentes em um grupo de municípios ainda a ser definido. Segundo uma das representantes do Instituto Mineiro Agropecuário (IMA) presente na reunião da última segunda-feira, Patrícia Bassi Reis Fonseca, atualmente o instituto tem 252 queijarias registradas e, desse total, seis estão habilitadas para comercializar fora do Estado de Minas Gerais.
No convênio, o IMA entrará para vistoriar, registrar queijarias, repassar Educação Sanitária e assessorar a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) junto aos produtores.
Já a Emater auxiliará com a assistência técnica individual de mais de 600 produtores, aquisição de insumos e realização de eventos coletivos para divulgação do trabalho, além de qualificação de produtores e corpo técnico da instituição. O gestor da empresa e integrante da equipe do Programa do Queijo Minas Artesanal, Milton Flávio Nunes, além de abordar a forma que a instituição irá trabalhar com a implementação desse recurso, destacou que essas iniciativas valorizam mais os produtores.
Por fim, a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) abordará a parte de pesquisa, buscando formas na melhoria do tratamento para não contaminar o produto e, consequentemente, obtendo um queijo de melhor qualidade.
O presidente do grupo, Rui da Silva Verneque, destacou que essas instituições se uniram para apoiar os produtores exatamente nesse intuito. Ele destacou, ainda, que é necessário trabalhar mais o associativismo. “O pequeno produtor se torna grande se buscar a união com outros produtores”.
Para desenvolvimento do Convênio 839.450/2017, serão destinados R$828 mil para a Emater e R$265 mil para o IMA.

Vertentes
Além do queijo Minas Artesanal, que é feito a partir do leite cru, outra iniciativa que está sendo trabalhada para a região do Campo das Vertentes é a comercialização de produtos como mel, queijo frescal, derivados de carne e leite no Estado. A ideia é realizar uma parceria entre prefeituras e o IMA para ampliar a abrangência de comercialização desses produtos em todo o território mineiro.
O estudo começou em 2011 e ainda está em processo de implantação. O então secretário municipal de Agricultura e atual secretário de Cultura e Turismo em São João, Marcos Fróis, afirma que essa iniciativa trará muitos benefícios para a região. “Todo convênio que apoia o produtor rural da região é muito bem-vindo. Das mais de 200 queijarias que temos na nossa região, apenas seis trabalham com Queijo Minas Artesanal. A grande maioria produz, na realidade, o frescal. Por isso, estamos buscando essa parceria, abrangendo mais produtores das Vertentes”, destacou Fróis.

Fonte: Gazeta de São João del-Rei - http://www.gazetadesaojoaodelrei.com.br/site/2017/04/queijo-minas-artesanal-vai-ter-r11-milhao/

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